Esquadrias de alumínio e a qualidade

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Pintadas ou anodizadas, instaladas com ou sem contramarco, e de tipologias variadas, as esquadrias de alumínio são fornecidas por indústrias de caixilhos especiais, portanto, sob projeto. Ou ainda, adquiridas de fornecedores de portas e janelas padronizadas. Em qualquer um dos casos, sua fabricação deve seguir os critérios da norma técnica NBR 10821.

“A norma estabelece o desempenho mínimo que uma esquadria deve ter quanto à permeabilidade ao ar, estanqueidade à água, cargas uniformemente distribuídas e resistência a operações de manuseio. O atendimento a esses requisitos garante a aquisição de uma boa esquadria”, explica a engenheira Fabiola Rago, consultora técnica da Afeal – Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio. Para que o produto esteja adequado às pressões de ventos definidas por norma, o especificador deve considerar a ‘Classe’ – Normal, Melhorada, Reforçada ou Excepcional -, em função do número de pavimentos da obra, aliada ao critério da região do país onde o produto será utilizado, que vai de I a V.

“A NBR 10821, em fase de revisão, tem uma tabela para cada uma das cinco regiões do país, de acordo com a pressão de ventos, com cálculos que correspondem à altura dos edifícios e sua relação com os caixilhos”, diz Fabiola Rago, que recomenda a realização de ensaios para garantir o bom desempenho das esquadrias que serão empregadas em edifícios mais altos. Já as residências térreas ou os sobrados, ou ainda os prédios de até quatro pavimentos, que sofrem pressões mínimas de ventos, podem utilizar esquadrias já aprovadas para as classes ‘Normal’ ou ‘Melhorada’.

EMPRESAS QUALIFICADAS
Antes comercializadas apenas em lojas de materiais de construção e redes de home-centers, as esquadrias de alumínio padronizadas conquistaram uma nova fatia de mercado: a dos edifícios residenciais de menor porte, mais exatamente, de até quatro pavimentos. “Com a adesão da Afeal ao PBQP-H – Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habitat -, há sete anos, essas indústrias revisaram seus projetos, adequaram suas fábricas e passaram a produzir caixilhos de acordo com as normas técnicas”, afirma Edson Fernandes, gerente nacional do PSQ – Programa Setorial de Esquadrias de Alumínio. São 18 empresas qualificadas na produção de janelas de alumínio de 2, 3, 4 e 6 folhas de correr.

Mais recentemente foi criado o PSQ de Esquadrias Especiais, que conta com a participação de 40 indústrias de vários pontos do país. São fabricantes que utilizam sistemas homologados por quatro sistemistas filiados à Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) – Alcoa, Belmetal, CBA, Hydro. “Desde julho de 2006, ABAL e Afeal se tornaram co-gestoras do programa. As primeiras 15 participantes acabam de se qualificar para a produção de caixilharia envolvendo sete tipologias: janelas de 2 e 3 planos de correr; venezianas de 3 e 6 planos de correr; maxim-ar; integradas com 2 folhas de correr; porta com 2 folhas de correr”, relata Fernandes.

ANODIZAÇÃO E PINTURA
Desde o advento das esquadrias de alumínio no Brasil, há 40 anos, a anodização dos perfis reinou sozinha, até a poucos anos. De tempos em tempos, surgiam novas tendências estéticas que se restringiam às tonalidades – do tom natural ao bronze, chegando ao preto, ou, até mesmo ao dourado. A introdução de linhas verticais de pintura eletrostática a pó pela indústria, barateou o custo e disseminou o seu uso. Hoje, o mercado de esquadrias pintadas, com predominância da cor branca, já representa cerca de 60% do volume total de tratamento de superfície.

“O especificador deve atentar para as normas técnicas que definem as camadas de tratamento de superfície”, diz Luis Cláudio Viesti, técnico da Afeal, que continua: “A NBR 12609 responde pela  anodização, processo eletroquímico que permite preservar todas as qualidades do alumínio, protegendo-o contra a agressividade do meio ambiente, a partir da criação de uma película de óxido de alumínio sobre sua superfície. A norma estabelece três classes de espessura da camada anódica: A13, que varia de 11 a 15 microns para áreas urbanas e rurais; A18, de 16 a 20 microns para regiões marítimas; e A23, de 21 a 25 microns para áreas industriais. A pintura a pó pode ter acabamento brilhante ou fosco, e deve obedecer a NBR 14125”, conclui.

Fonte: Redação AECweb
CMS – Classificação de Materiais e Serviços: Janelas, Portas e Vidros > Esquadrias / janelas de alumínio
Acesse a matéria em http://www.aecweb.com.br/aec-news/materia/860/esquadrias-de-aluminio-e-a-qualidade.html

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